A espirometria mostra o que o paciente consegue soprar. A pletismografia revela o que fica retido: o volume de ar que permanece nos pulmões mesmo após a expiração. É essa medida — os volumes pulmonares — que distingue obstrução de restrição e quantifica a hiperinsuflação.
Todo o ar contido nos pulmões ao final de uma inspiração máxima. Reduz-se nos distúrbios restritivos.
O ar que permanece após a expiração máxima. Eleva-se no aprisionamento aéreo, como na DPOC.
O ar nos pulmões ao final de uma expiração normal. Aumenta na hiperinsuflação.
A relação RV/TLC ajuda a caracterizar aprisionamento aéreo. A interpretação é sempre clínica.
Uma avaliação funcional completa combina três exames que se complementam:
Cabine selada, fixa e volumosa, que exige sala dedicada, protocolo de desinfecção e pode gerar desconforto e claustrofobia — dificultando o exame em pacientes obesos, cadeirantes ou acamados.
Aparelho portátil de mesa que mede os mesmos volumes com cerca de 60 segundos de respiração tranquila, sem cabine para desinfetar — resultados validados como equivalentes ao body box, com mais conforto e acesso.
Quantifica hiperinsuflação e aprisionamento aéreo (RV, RV/TLC), que se correlacionam com dispneia e limitação ao exercício e ajudam a monitorar a doença.
A redução da TLC confirma restrição — algo que a espirometria apenas sugere. Útil em doença intersticial e alterações da parede torácica.
Esclarece quadros com obstrução e restrição simultâneas e compõe a avaliação de risco pré-operatório.
Nota: este conteúdo tem caráter educativo e destina-se a profissionais de saúde. A interpretação da prova de função pulmonar deve considerar o quadro clínico completo de cada paciente e as diretrizes vigentes.
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